Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

SUÉCIA JÁ VALORIZA 99% DO SEU LIXO

Mäyjo, 13.12.15

Suécia já valoriza 99% do seu lixo

Apenas 1% de todo o lixo produzido na Suécia não é valorizado, de acordo com a directora de comunicação da Swedish Waste Management, Anna-Carin Gripwell. “Hoje, os resíduos são uma commodity diferente do que eram. Não são apenas resíduos, mas sim um negócio”, explicou a responsável, citada pelo Huffington Post.

De acordo com o site norte-americano, existe uma “revolução de reciclagem” na Suécia, que está a levar o país para um patamar superior de gestão de resíduos. Na verdade, o país escandinavo é tão bom a gerir resíduos que tem de importar lixo do Reino Unido, Itália, Noruega e Irlanda para “alimentar” as 32 centrais energéticas que precisam de transformar os resíduos.

Todos os anos, cada sueco produz 461 quilos de lixo, um pouco menos da meia tonelada de média da União Europeia. “Quando o lixo se encontra nas lixeiras, largando gás metano e outros gases com efeito de estufa, isso não é bom para o ambiente”, explicou Gripwell. Por isso, a Suécia focou-se em alternativas para reduzir a quantidade de toxinas a verter para o chão.

Através de programas controversos de incineração, a Suécia consegue livra-se de dois milhões de toneladas por ano. O objectivo deste programa de vanguarda é reduzir os perigos ambientais do lixo: prevenção, reutilização, reciclagem, alternativas à reciclagem – recuperação de energia através das centrais e, finalmente, as lixeiras.

A primeira fase deste processo ocorre nas casas dos cidadãos, que separam o lixo orgânico do reciclável e que pode ser reutilizado. Segundo a Returpack, os suecos devolvem 1,5 mil milhões de garrafas e latas por ano – o que não pode ser reutilizado ou reciclado segue para as centrais energéticas.

Estas centrais colocam o lixo em fornos e queimam-no para gerar vapor, que é depois utilizado para girar turbinas de geradores usados para produzir energia. Essa electricidade é depois transferida para as linhas de transmissão e uma rede distribui-a para todo o país.

Em Helsingborg, uma cidade com 133 mil pessoas, uma única central pode electrificar 40% das necessidades energéticas urbanas – as 32 centrais suecas são suficientes para providenciar aquecimento a 950 mil casas e electricidade a outras 260 mil.

“Temos de nos relembrar que três toneladas de resíduos contêm tanta energia como uma tonelada de combustível… por isso existe muita energia nos resíduos”, explicou Goran Skoglund, porta-voz da Oresundskraft, uma das principais empresas energéticas suecas.

Segundo o jornal Environmental Science and Technology, cerca de 40% do lixo mundial é queimado, sobretudo ao ar livre. Este processo é muito diferente do que é desenvolvido na Suécia – no país nórdico, as emissões são mínimas. A agência ambiental sueca diz que o processo de incineração não é perfeito, mas os avanços tecnológicos e introdução de limpeza dos gases de combustão têm reduzido as toxinas para “quantidades muito pequenas”.

Foto: Samantha Marx / Creative Commons

GOTEMBURGO OFERECE BICICLETAS DURANTE SEIS MESES PARA REDUZIR USO DE CARROS

Mäyjo, 09.06.15

Gotemburgo oferece bicicletas durante seis meses para reduzir uso de carros

Gotemburgo, na Suécia, está a testar um novo sistema de transportes que pretende reduzir drasticamente o número de carros nas ruas. Para testar o novo modelo, a autarquia da cidade está a dar bicicletas, durante seis meses, a três dezenas de ciclistas que vão participar no teste.

Tudo o que os cidadãos necessitam de fazer para receber as bicicletas é comprometerem-se em utilizar este meio de transporte em vez do carro pelo menos três vezes por semana. Os ciclistas do teste são estudantes, trabalhadores, pais e crianças, refere o Inhabitat.

A Suécia é, já por si, um país com fortes tradições no que respeita ao uso da bicicleta, sendo que metade da população activa sueca utiliza as duas rodas para se deslocar para o trabalho. O objectivo do sistema piloto é quebrar as barreiras que ainda possam existir e que desencorajem o uso da bicicleta. Quando o programa terminar, os cidadãos vão poder adquirir as bicicletas utilizadas durante o período de testes a um preço reduzido.

Foto:  Metro Centric / Creative Commons

Kiruna: a cidade sueca que vai mudar de lugar

Mäyjo, 21.12.14

Kiruna: a cidade sueca que vai mudar de lugar (com FOTOS)

Alguns arquitectos são conhecidos por mover as massas com o seu design de deixar qualquer boquiaberto, mas poucos são os que conseguem literalmente mover cidades inteiras. Um deles é o ateliê de arquitectos sueco White Arkitekter venceu recentemente uma competição internacional para deslocar a cidade de Kiruna, na Suécia.

Um século de exploração mineira causou várias fendas e rachas no subsolo que desestabilizam as fundações da pequena cidade, e a White Arkitekter apresentou um plano para realojar a cidade ao longo das próximas décadas.

Kiruna foi fundada por uma empresa de exploração mineira, em 1900, e os anos subsequentes de extracção de ferro desestabilizaram as fundações da cidade. Assim, é necessária a relocação da cidade e dos seus 20.000 habitantes – veja uma foto actual da cidade na galeria (foto 19).

O projecto apresentado pelos arquitectos vencedores pretende deslocar a cidade de oeste para este, um processo que vai decorrer em várias fases, e tornar a cidade num espaço mais vertical que horizontal.

A primeira fase do plano vai criar um novo centro da cidade, que será uma grande avenida com sentido de oeste para este que vai passar pelo centro da actual cidade. Gradualmente, a densidade no leste da nova cidade vai ser aumentada enquanto os edifícios a oeste são desmantelados.

“Realocar literalmente uma cidade vai ser um pouco como andar como uma centopeia com a sua casa e pés –  movermo-nos lentamente alguns quilómetros para leste”, afirma Mikael Stengvist, arquitecto do atelier escolhido, cita o Inabitat.

Embora o processo seja inconveniente para os habitantes de Kiruna, existem algumas vantagens associadas ao massivo projecto de realojamento. Uma vez que a cidade se expandiu rapidamente devido à sua dependência do minério, a localidade carece de infraestruturas modernas, o que a torna isolada. Parte do projecto de realocação de Kiruna vai contemplar um novo sistema de transportes, incluindo eléctricos e comboios que vão melhorar as ligações às cidades vizinhas. Existe também grandes esperanças que a nova cidade atraia novos negócios e comércio, tornando a cidade menos dependente do minério.

O minério nesta cidade está limitado, uma vez que já não há muita matéria prima para extrair. Quando o ferro se esgotar, as autoridades municipais pretendem transformar as imediações da mina e parte da antiga cidade num parque verde que pretende ser um ponto de passagem na rota de migração das renas.